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Comunicado aos servidores públicos e à população.

Publicado em 30/03/2020 às 09:12 - Atualizado em 30/03/2020 às 09:14

Prefeito Mariano pede que Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Araranguá tenha um pouco mais de paciência com a proposta do acordo coletivo.

Na sexta-feira, dia 28, a Administração do Município oficiou o Sindicato da categoria, sobre a edição de um decreto que prorroga a vigência do acordo coletivo, com base na Medida Provisória nº 927/20, que estabelece até 90 (noventa) dias para o retorno das negociações, sem prejuízo da possibilidade de retomada das tratativas antes deste prazo.

Conforme destaca o Prefeito Mariano Mazzuco, o acordo com a classe vinha sendo discutido de forma amigável, e até a próxima semana seria finalizado, mas a crise provocada pelo Coronavírus gera incerteza quanto à arrecadação do Município, fato que prejudica as negociações e o comprometimento com a folha de pagamento, que atualmente gira em torno de 54% (cinquenta e quatro por cento) do orçamento municipal (limite legal).
Conforme esclarece a Secretaria de Administração, a entidade sindical propôs aumento de 12,84% (doze vírgula oitenta e quatro por cento) dos salários dos servidores, enquanto o Município estava lutando pelo reajuste de acordo com a inflação anual do período, conforme autoriza a lei.

“Penso que não seria prudente o prefeito negociar o dissídio agora, considerando que o bem coletivo é maior que o individual e precisamos pensar em toda a população de Araranguá, sobretudo os mais necessitados. Peço que os servidores tenham um pouco mais de paciência, pensando no coletivo, pois dentro do prazo (ou até mesmo antes) voltaremos a conversar, mas o momento ainda é incerto e a economia de todo o país sofrerá consequências. Como vou prometer um aumento neste momento tão delicado e, em breve, correr o risco de que o orçamento municipal não comporte este reajuste? O resultado, preciso salientar, pode impactar a todos os cidadãos.”, apelou, Mariano.

A previsão geral é que os municípios, diante do quadro atual da economia, tenham uma queda expressiva na arrecadação deste ano, com impacto nas finanças e nos serviços prestados à população. “Apesar de termos feito o planejamento financeiro para este ano, prezando os pagamentos em dia e dinheiro guardado, por exemplo, para o décimo terceiro dos funcionários, essa situação nos pegou de surpresa e vamos ter que nos readaptar”, defendeu.